
Domingo, Santíssima Trindade, Solenidade
A Palavra do dia é um podcast diário que propõe leituras de acordo com o calendário litúrgico do Vaticano, acompanhadas por um comentário de um dos Papas mais recentes
Primeira leitura
Primeira Leitura
Segunda leitura
Primeira Leitura Leitura do Livro do Êxodo 34,4b-6.8-9 Naqueles dias: Moisés levantou-se, quando ainda fazia noite, e subiu ao monte Sinai, como o Senhor lhe havia mandado, levando consigo as duas tábuas de pedra. O Senhor desceu na nuvem e permaneceu com Moisés, e este invocou o nome do Senhor. Enquanto o Senhor passava diante dele Moisés gritou: "Senhor, Senhor! Deus misericordioso e clemente, paciente, rico em bondade e fiel". Imediatamente, Moisés curvou-se até o chão e, prostrado por terra, disse: "Senhor, se é verdade que gozo de teu favor, peço-te, caminha conosco; embora este seja um povo de cabeça dura, perdoa nossas culpas e nossos pecados e acolhe-nos como propriedade tua". Segunda Leitura Leitura da Segunda Carta de São Paulo aos Coríntios 13,11-13 Irmãos: Alegrai-vos, trabalhai no vosso aperfeiçoamento, encorajai-vos, cultivai a concórdia, vivei em paz, e o Deus do amor e da paz estará convosco. Saudai-vos uns aos outros com o beijo santo. Todos os santos vos saúdam. A graça do Senhor Jesus Cristo, o amor de Deus e a comunhão do Espírito Santo estejam com todos vós.
Evangelho
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João 3,16-18 Deus amou tanto o mundo, que deu o seu Filho unigênito, para que não morra todo o que nele crer, mas tenha a vida eterna. De fato, Deus não enviou o seu Filho ao mundo para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por ele. Quem nele crê, não é condenado, mas quem não crê, já está condenado, porque não acreditou no nome do Filho unigênito.
Reflexão
Hoje, Solenidade da Santíssima Trindade, o Evangelho é tirado do diálogo de Jesus com Nicodemos (cf. Jo 3, 16-18). Nicodemos era um membro do Sinédrio, apaixonado pelo mistério de Deus: reconhece em Jesus um mestre divino e, secretamente, à noite, vai falar com Ele. Jesus escuta-o, compreende que se trata de um homem em busca e, primeiro, surpreende-o, respondendo-lhe que, para entrar no Reino de Deus, é preciso renascer; depois, revela-lhe o centro do mistério, dizendo que Deus amou de tal modo a humanidade que enviou o seu Filho ao mundo. Jesus, então, o Filho, fala-nos do Pai e do seu imenso amor. Pai e Filho. É uma imagem familiar que, se pensarmos bem, altera a nossa imaginação sobre Deus. Com efeito, a própria palavra “Deus” sugere-nos uma realidade singular, majestosa e distante, enquanto que ouvir falar de um Pai e de um Filho nos reconduz a casa. Sim, podemos pensar em Deus desta forma, através da imagem de uma família reunida à volta de uma mesa, onde a vida é partilhada. De resto, a imagem da mesa, que é ao mesmo tempo um altar, é um símbolo com o qual certos ícones representam a Trindade. É uma imagem que nos fala de um Deus-comunhão. Pai, Filho e Espírito Santo: comunhão. Mas não é apenas uma imagem, é realidade! É realidade porque o Espírito Santo, o Espírito que o Pai, através de Jesus, derramou nos nossos corações (cf. Gl 4, 6), faz-nos saborear, faz-nos pregustar a presença de Deus: uma presença sempre próxima, compassiva e terna. (Papa Francisco, Angelus de 4 de junho de 2023)